Que gestão Desportiva/Administrativa

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Escrever nem sempre é fácil, mas quando se escreve sobre aquilo que se gosta é um desafio essa escrita, mas também mais difícil.

Penso que uma cronica regular, deve ter um fio condutor na escrita, um princípio, um meio e sempre um principio de um fim, passe a redundância do termo- faço questão de seguir esse desígnio.
Comecei no primeiro artigo por escrever de uma forma generalizada, sobre os temas que aqui vinha desenvolver, a seguir escrevi – que fatores da nossa história nos levaram ao que hoje somos … hoje entro na nossa atual gestão – seus erros e suas virtudes.
Tudo isto trata-se da minha visão e não tenho a pretensão, nem o egocentrismo, que possa estar certo, ou perto disso.

Começo por relatar onde começam os nossos erros – momentos dos períodos eleitorais do clube.
Nessa altura, a nossa história tenho-nos dito, que normalmente aparece sempre mais que um candidato, o que tem levado as várias candidaturas á tentação de convidar muitos consócios para constituir as suas Direções.
A tendência é esta é não falo só objetivamente desta Direção – porque se tem verificado nas candidaturas anteriores, ou Direções anteriores, constituir uma Direção com nove ou dez Vice-Presidentes, para que os apoios sejam bastante “fortes”,  com uma massa associativa bastante reduzida, é óbvio que esta forma de ver o momento eleitoral é bastante marcante, relegando para segundo plano, o que devia ser mais importante – que medidas estamos dispostos a implementar, para termos um clube pujante e virado para o futuro.

Será viável dirigir um clube que não tem o futebol profissional, que atividade Desportiva está reduzida (parte dela está em núcleos – Futsal,  Triatlo, Rugby etc…), com tantos Vice-presidentes?!
Numa reunião de Direção não deve ser fácil chegar a consensos, porque é suposto que um Vice tenha as suas próprias ideias e as goste de ver implementadas, na área para o qual foi nomeado,  mas com evidente excesso de cargos diretivos, também pode levar-se a entropias sempre desnecessárias, dum órgão que se pretende, ágil e eficiente.

Para dar-vos um exemplo, o Benfica e o Sporting – gerem com metade da nossa Estrutura de órgãos Diretivos, as atividades e a gestão Administrativa que é muito superior a nossa (quer em Sócios, quer em modalidades geridas pelo clube).

Bom, mas que solução para dirigir – é verdade que muitas vezes fazemos críticas e não damos soluções, por isso, mesmo que possa errar algumas vezes, tento sempre apresentar soluções.
Vejo uma Direção constituída no máximo por um Presidente e 4 Vice-Presidentes, com pelouros bem definidos e que sejam na realidade uma mais-valia para Instituição. Mas falando sobre este tema com alguns consócios, que concordam na génese com esta ideia, levantam a questão e com alguma razão – então quem trabalha, dado não existir capacidade financeira para pagar a Diretores Gerais, ou outros Dirigentes, para desempenhar essas funções.
Sobre a pertinência desta questão, gostaria dizer o seguinte – o mal tem começado por aqui, um Vice- Presidente tem que ser alguém que pense o clube, alguém que arranje soluções financeiras, ou de parceria, que seja um empreendedor.

O clube tem que ter a capacidade de pagar 750/1000 Euros a um Diretor Geral para que trabalhe, coordene e que rentabilize o ordenado que ganha, estipulando-se objetivos. O clube tem que convidar para os seus quadros (para Diretores e secionistas), Sócios (Reformados e não só), que com todo o seu empenho, estariam dispostos a desempenhar funções no clube com grande orgulho e de forma graciosa, podendo por exemplo, o Clube isentar-lhes a quota mensal e os reconhecer de outras formas. Todas as funções de Marketing, comunicação devem ser dadas a Empresas especializadas, que sejam remuneradas de acordo com os resultados obtidos e principalmente dependentes do retorno financeiro que deem ao clube. Bem sei que muitos dos atuais e anteriores elementos da Direção  trabalham e muito, mas será que o esforço empreendido corresponde às necessidades do clube, isto não estou afirmar, mas deixo a pergunta no “ar”, para que cada um questione-se e analise, até que ponto esta ideia faz sentido. Será que este modelo de gestão de nove/dez Vice-Presidentes é o ideal?

Gostaria de dizer, que esta forma de ver a gestão do clube, é muito pessoal e não vincula nenhum dos meus amigos/colegas cronistas, que partilham este blogue comigo e gostaria também que ninguém interprete isto como uma crítica pessoal, mas antes uma opinião muito pessoal, da minha forma de ver a gestão do Clube.

Eu penso que existem temas que devem ser discutidos e não podem ser tabus, entre nós existe a tendência para tudo o que não é a nossa “leitura” não serve e nem deve ser discutido. E parte do que aqui digo, hoje em dia já é implementado quer por esta Direção, quer pelas anteriores, com a grande colaboração (associados) de grandes Belenenses que trabalham, ou trabalharam de forma completamente graciosa e com grande amor ao clube.

Desejo e muito, que a família Belenenses se consiga unir em volta do projeto de engrandecimento do clube (essencial a vertente do Patrimonio) e que a sua dimensão volte a ser o que era, com a Gestão Desportiva (futebol e modalidades), dentro do clube.

​”Assuma riscos calculados. Isso é bem diferente de ser imprudente.”
George S. Patton
General Norte Americano (1885-1945)

Não temos que ter medo de ser audazes e astutos, pior que as decisões mal tomadas, são as não decididas.

Carlos Canhoto Fernandes​

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cfernandes

cfernandes@belenenses2019.com